A Escola da Vida




Inúmeros confrades das fileiras espíritas comparam os Centros Espíritas à hospitais-escolas. A comparação é válida, sem dúvida. Porém, não podemos nos furtar em analisar esses dois aspectos, realizando ao mesmo tempo singela comparação.

Sendo a casa espírita um hospital, onde corpo físico e principio inteligente encontram o bálsamo, carece que diferenciemos os objetivos do tratamento, quando o comparamos aos tratamentos médicos.
O tratamento medicamentoso ministrado pelos profissionais da saúde visa a recuperação das “engrenagens” físicas do paciente. Contudo, quando do restabelecimento deste, interrompe-se o tratamento. Já o tratamento espiritual visa a reeducação do espírito, que precisa identificar as tendências inferiores que fazem dele, sofredor. Jesus deixou clara a influência de nossos erros sobre nossa saúde, quando curava os irmãos (cuja provação já se completara) e recomendava: “Vá, e não peques mais...” (João, V: 14; VIII: 11).
Porém, é em seu enfoque educacional que abordaremos os CE’s, pois é esse o tema proposto.
As lições trazidas pelo Evangelho de Jesus servem de base para nosso aperfeiçoamento, já que a simples comparação da vida Dele com a nossa nos dá noção de nossas imperfeições. Os estudos e comentários evangélicos realizados semanalmente nos CE’s mostram-se importantíssimos nesse sentido. Porém, esse aprendizado precisa ser colocado em prática fora das casas de oração. Exatamente por isso, o texto fala em “escola da vida”.
Espíritos imperfeitos que somos, falhamos com maior ou menos freqüência. Haurimos as informações que necessitamos no Evangelho de Jesus, mas estas podem nos chegar também pelos conselhos de amigos, pessoas mais experientes ou da família. Nessa hora, temos a liberdade de ouvi-los (e segui-los), ou não. Para isso, Deus nos deu o livre-arbítrio.
Invariavelmente, quando ouvimos os conselhos erramos menos, e acabamos por sofrer menos. Quando não, continuamos falhando... E nos machucando! Até que, em determinado momento, as feridas são de tal magnitude que limitam nossas ações e nos levam à autocrítica e correção. Nossos avós já diziam: “a vida ensina”!
Mas Deus sempre nos dará a oportunidade de aprender com nossos erros, e sempre haverá um amigo pra nos ajudar. É a Lei de Sociedade!
Aliás, lembremo-nos de agradecer a presença e paciência de nosso anjo da guarda, do qual frequentemente nos esquecemos.

Autor: André Luiz Iesi Sobreiro - Centro Espírita Portal de Luz - Severínia/SP.

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