A Importância da Caridade



O professor Hipolite Léon Denizard Rivail, conhecido por nós pelo pseudônimo Allan Kardec, deixa-nos um lema (que dá título ao 15º Capítulo de “O Evangelho Segundo o Espiritismo”): “Fora da Caridade Não Há Salvação”. Começaremos nosso estudo discutindo as palavras do Codificador.
Uma das subdivisões desse capítulo foi denominada “Fora da Igreja Não Há Salvação, Fora da Verdade Não Há Salvação”. A explanação de Kardec é simples e muito lógica: utilizando-se de proselitismo, pregam as religiões dogmáticas e exclusivistas ao seu “rebanho” que somente os seguidores dessa ou daquela seita religiosa estarão salvos, quando do juízo final. A segunda asseveração citada no subtítulo é menos direta, pois fala em “verdade” deixando nas entrelinhas que a verdade que salva estaria na mesma situação, em posse determinadas filosofias religiosas.

Perguntamos, porém, em que momento o Cristo defendeu qualquer filosofia religiosa? Por acaso, em Seu Evangelho está relatado haver um “céu” para cada religião? Chico Xavier dizia (“O Evangelho de Chico Xavier”, Carlos Baccelli) que “... se Kardec houvesse dito que fora do Espiritismo não há salvação, eu procuraria outro caminho”. Isso nos mostra uma prova contundente da moral doutrinária pregada pelo Consolador Prometido, dizendo que o necessário para salvar-se não é ser espírita, mas sim ser bom.

Jesus, em Mateus XXII: 37 a 40 nos dá referências claras quanto ao maior mandamento da lei de Deus. Quando perguntado por um doutor da lei mosaica sobre o maior mandamento, Ele responde:

- Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas.

Tomamos a liberdade de destacar um trecho interessante, no qual Jesus deixa claro que o segundo é tão importante quanto o primeiro, esclarecendo-nos que não se pode amar a Deus sem amar ao próximo.

Devemos agir para com o próximo, portanto, da forma que gostaríamos que agissem conosco. Esse preceito é confirmado pelos espíritos superiores, na questão 632 de “O Livro dos Espíritos”, pois Kardec sabia que essa regra ainda deixaria dúvidas em nós, sofredores. Jesus nos dê a sua paz!

Autor: André Luiz Iesi Sobreiro - Centro Espírita Portal de Luz - Severínia/SP

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